Herzog fez estas declarações durante uma palestra que dividiu no Centro Cultural Banco do Brasil, dentro do Festival de Cinema 4+1
O cineasta Werner Herzog: Herzog disse que sua presença à frente do país "não é questão de loteria"
Rio de Janeiro - O cineasta alemão Werner Herzog convidou nesta quinta-feira os presentes em uma aula magna no Rio de Janeiro a "se afastar" das escolas de cinema para rodar filmes, já que a capacidade para filmá-las se obtém viajando e estando nas ruas.
aconselhou a se afastarem dos estudos acadêmicos sobre cinema, que chamou de "doença", pois considera que "a academia é o inimigo" e "vai a matar todos os instintos" de fazer cinema que os estudantes tiverem.
"Façam suas malas e escapem, fujam o mais rápido que puderem. Em vez de estar em uma escola, trabalhem como motorista de táxi ou guarda-costas em um clube pornô. Ganhem dinheiro para fazer um filme", aconselhou.
Animado, Herzog mostrou sua melhor faceta perante o auditório advertindo que para ser diretor de cinema "outra coisa que é preciso saber é como falsificar documentos" e contou que não teria conseguido rodar "Fitzcarraldo" se não tivesse sido por isso.
"É preciso desenvolver essa sabedoria das ruas, algo que não se aprende nas escolas de cinema", concluiu.
O diretor recomendou aos jovens que leiam porque senão "nunca serão cineastas", mas não livros sobre fazer cinema - "mantenham-se longe", pediu - mas de poesia e aqueles "que ensinem sobre a profundidade do mundo".
O cineasta sugeriu ainda a leitura de "The Peregrine", de J.A. Baker, um livro de 1977 sobre os falcões peregrinos do Reino Unido.
Herzog explicou que Baker "observa e descreve a vida no voo e na caça, todo isso com grande precisão" e que "o que faz com que seja um grande livro para um cineasta é a precisão (com a qual vê o mundo)".
Como diretor também de documentários, disse que nele é preciso "ir rápido e penetrar na alma de um ser humano, no coração dos homens".
Perguntado sobre sua relação tensa com o ator Klaus Kinski, que participou de cinco de suas produções, expressou que era "um homem muito complicado, sempre à beira da histeria, de enorme pestilência", por isso "é melhor vê-lo na tela" e pediu ao público para se apaixonar "só pela projeção de luz".
Em um encontro com jornalistas ontem, o diretor de "Nosferatu - O Vampiro da Noite" elogiou o ex-presidente Lula e a presidente Dilma Rousseff, que classificou como "realmente bons", "maravilhosos" e "sérios".
Herzog disse que sua presença à frente do país "não é questão de loteria", mas que corresponde ao "critério do povo" que os elegeu.
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fonte:http://exame.abril.com.br/
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